Eu não sei que mais posso ser, um dia rei outro dia sem comer. Por vezes forte coragem de leão, às vezes fraco assim é o coração. E eu não sei que mais te posso dar, um dia jóias noutro dia o luar. Gritos de dor, gritos de prazer. Que um homem também chora quando assim tem de ser. Foram tantas as noites sem dormir, tantos quartos de hotel, amar e partir, promessas perdidas escritas no ar. E logo ali eu sei, que tudo o que eu te dou tu me dás a mim, e tudo o que eu sonhei tu serás assim, e tudo o que eu te dou… Sentado na poltrona beijas me a pele morena, fazes aqueles truques que aprendeste no cinema. Mais! Peço-te eu, já me sinto a viajar, pára …recomeça…. E faz me acreditar. Não! Dizes tu é o teu olhar mentiu, enrolados pelo chão no abraço que se viu… é madrugada ou é alucinação, estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão, hum esse odor trás tanta saudade mata-me de saudade, mata-me de amor dá-me liberdade, deixa-me voar cantar e adormecer… Que te eu dou tu me dás a mim, e tudo o que eu sonhei tu serás assim, e tudo o que eu te dou… tu me dás a mim.
Pedro Abrunhosa
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